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A decisão dos motoristas foi tomada a pouco, durante reunião com o secretário Antenor Figueiredo (Semob), no pátio da Pantanal Trasporte. Os funcionários decidiram realizar a paralisação devido ao atraso no pagamento dos salários, fato que estaria acontecendo desde 2018, nas 4 empressas que possuem a concessão: Pantanal Transportes, Integração, Norte-Sul e União Transportes - responsável pelo intermunicipal.
Na prática, os profissionais decidiram dar "um voto de confiança" à prefeitura que, por meio da Semob, pediu a volta ao trabalho, com a garantia de que o Poder público, junto com os empresários, chegaria a uma solução até quarta (12). Antenor tentou convencer a categoria ressalta a dificuldade financeira das empresas e o fato de 280 mil usuários do transporte público estarem sem o serviço. A categoria, que chegou a cogitar deflagrar uma greve por tempo indeterminado, decidiu - com relutância - voltar ao trabalho e esperar a solução prometida.
Devido a paralisação, mais cedo, o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) criticou a categoria e ameaçou buscar a Justiça, caso a greve fosse deflagrada e o serviço não fosse prestado. O movimento ainda trouxe impacto no bolso do usuário que, sem muita opção para ir ao trabalho, tentou utilizar os serviços dos aplicativos de transporte coletivo, como o Uber. Por conta do preço dinâmico, os valores cobrados duplicaram em algumas regiões.