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No primeiro ano da novidade, a aplicação ocorrerá em modelo piloto, de acordo com informações do Ministério da Educação (Mec). A implantação do Enem Digital será progressiva, com início no próximo ano e previsão de consolidação em 2026. Nada muda para os participantes inscritos na edição do Enem deste ano, que registrou 119.241 inscritos em Mato Grosso.
As primeiras aplicações digitais serão opcionais. Os participantes poderão escolher, no ato de inscrição, pela aplicação piloto no modelo digital ou pela tradicional prova em papel. No primeiro ano de teste, o modelo digital será aplicado para 50 mil pessoas em 15 capitais do país. “Com essa nova versão, por meio de computador, o governo federal pretende realizar o exame em várias datas ao longo do ano, por agendamento. A aplicação permanecerá em dois domingos, nos dias 11 e 18 de outubro, e os resultados serão divulgados de forma conjunta”, informou o Mec.
Em 2020, portanto, o Enem terá três aplicações: a digital, a regular e a reaplicação. Este último caso é voltado para candidatos prejudicados por algum problema logístico ou de infraestrutura durante a realização da prova digital. Eles terão direito à reaplicação, que ocorrerá em papel. “Há também uma economia com a impressão de papel e um ganho para o meio ambiente. Somente em 2019, mais de 10,2 milhões de provas serão impressas para o Enem. Os custos da aplicação superam R$ 500 milhões para os mais de 5 milhões de participantes confirmados na edição”, destacou o Ministério por meio da assessoria de imprensa.
Além da capital mato-grossense, as outras cidades são Belém (PA); Belo Horizonte (MG); Brasília (DF); Campo Grande (MS); Curitiba (PR); Florianópolis (SC); Goiânia (GO); João Pessoa (PB); Manaus (AM); Porto Alegre (RS); Recife (PE); Rio de Janeiro (RJ); Salvador (BA), e São Paulo (SP). Do ponto de vista técnico, segundo o Mec, o Enem Digital vai permitir a utilização de novos tipos de questões com vídeos, infográficos e até a lógica dos games. Também será possível aplicar o Enem em mais municípios.
O Enem Digital será implantado gradualmente. A aplicação será em papel, como nas demais 21 edições do exame, e haverá a aplicação regular e a reaplicação. Por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Mec já se prepara para a aplicação piloto no próximo ano, com o desenvolvimento/aquisição da plataforma digital e desenho da aplicação a partir de dados coletados pelo Censo Escolar. “Em 2021, serão realizadas duas aplicações digitais, em datas distintas, agendadas previamente, também opcionais. A edição servirá como aprimoramento do piloto. Permanecem a aplicação regular e a reaplicação em papel”, frisou.
De 2022 a 2025, o Enem Digital seguirá sendo aprimorado. A previsão do Inep é realizar até quatro aplicações digitais, em datas distintas, com agendamento prévio e ainda opcional para os participantes. “Em 2026, a versão em papel para de ser distribuída e o exame só será em formato digital. A consolidação do modelo digital será marcada por diversas aplicações regulares ao longo do ano, por agendamento, em todo o país, e reaplicação também em modelo digital”.
Em 2019, mais de 10,2 milhões de provas serão impressas para o Enem. Os custos da aplicação para realização do exame superam R$ 500 milhões para os mais de 5 milhões de participantes confirmados na edição deste ano. O exame avalia o desempenho do estudante e viabiliza o acesso à educação superior, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (ProUni) e instituições portuguesas.
O Exame Nacional também possibilita o financiamento e apoio estudantil, por meio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Os dados do Enem também permitem autoavaliação do estudante o desenvolvimento de estudos e indicadores educacionais. A prova é aplicada em dois domingos e tem quatro provas objetivas, com 180 questões, além de uma redação.