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A filha de um idoso de 67 anos, que está internado no Hospital Regional de Sorriso (HRS), foi à delegacia de Polícia Judiciária Civil (PJC) para denunciar que o paciente recebeu medicação sem o consentimento da família.
No boletim de ocorrência, a mulher informou que “ocorreu erro médico no tratamento” do pai dela. Ela disse, ainda, que foi aplicada morfina e as medicações fentanila e midazolam sem prévia consulta à família.
A mulher afirma que tais medicamentos não são necessários ao tratamento do paciente. Ainda de acordo com ela, a médica teria aplicado os remédios e só depois informado que o uso dos deles seria para que o idoso tivesse “qualidade de vida e não sofresse mais”.
Outro lado
Procurada, diretora do Hospital Regional de Sorriso, Luciele Benin, informou o paciente tem câncer pulmonar metastático (formação de uma nova lesão tumoral a partir de outra) e recebeu uma medicação que visa melhorar condição de vida do paciente, para amenizar as dores.
“Embora seja uma doença que não tem cura, a médica se preocupou em aplicar uma medicação para que o paciente não fique sofrendo no hospital. Mesmo sem ser necessária a autorização da família – que só é exigida em casos de procedimentos mais agressivos -, a médica conversou antes com a esposa do paciente e ela concordou com a aplicação dos medicamentos. Porém, após a medicação, a esposa do paciente questionou ao alegar ter aceitado quando estava estado de choque. Porém, a médica adotou o que fosse melhor para o paciente”.
Em estado estável, o idoso segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Segundo Luciele, o quadro do paciente se agravou por conta da doença. “Ele está fazendo quimioterapia paliativa para melhorar a qualidade de vida. E o quadro piorou não pela medicação, mas pelo estado da doença. E agora ele está sob cuidados da terapia intensiva”.