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Governador Pedro Taques (PSDB) afirma que, com relação ao falecimento do recém-nascido Henry, por falta de UTI Neonatal em Peixoto de Azevedo (a 691 Km de Cuiabá), está tranquilo e dormindo "o sono daquele que está fazendo de tudo para bem administrar o Estado".
Taques ressaltou que inaugurou 204 UTIs em três anos de governo e que regionalizou o Hospital de Peixoto de Azevedo, onde o bebê Henry morreu. "Determinei que a secretaria estadual de Saúde (SES) investigue o que ocorreu, se houve ou não falha no sistema de regulação", garante.
Com relação ao sofrimento dos pais da criança, comenta que "só Deus para consolar o coração dos familiares". O governador ainda pondera que não vai fazer política em cima deste óbito e que nada justifica a morte da criança. No entanto, reforça que está "absolutamente tranquilo" diante das ações que estão sendo feitas.
Quanto à crise na saúde, imputa responsabilidade ao governo anterior, de Silval Barbosa. "Queria perguntar onde estavam aqueles que roubaram o Estado e permitiram que a situação chegasse a este ponto?" Silval, segundo ele, em quatro anos, inaugurou apenas 50 UTIs.
Sobre os repasses aos hospitais regionais afirma que herdou o Estado com uma dívida de R$ 360 milhões com as unidades, valor já quitado, restando contas ainda a pagar na ordem de R$ 140 milhões.
Cita ainda como entrave para regularizar a situação a dívida do Estado com o Bank of America, porque compromete recursos que poderiam ser utilizados na Saúde. "Mesmo assim em 2018 já pagamos três meses e pendências de 2017 estamos pagando parcelado a cada mês", afirma.
Taques garante que vai ao interior e recebe elogios dos hospitais regionais, porém reconhece que a situação da saúde ainda é crítica. "Mas houve avanços? Houve", insiste. Diz ainda que a crise só vai, de fato, diminuir quando o novo Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá for inaugurado. Entretanto, ainda sem data confirmada, pede paciência.
O governador reforça, sobretudo, a importância da Caravana da Transformação, que tem como base as cirurgias oftalmológicas. Segundo ele, já foram 50 mil intervenções, a R$ 740 cada, preço da tabela SUS, enquanto no setor privado o preço é R$ 7 mil.
"Estamos fazendo isso com poucas intercorrências. Na democracia temos que aceitar críticas, mas são infundadas quanto à caravana". Ele anuncia que a próxima edição será no próximo dia 16 na Capital, na Arena Pantanal.