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Entre os alvos estão ex-funcionários do banco estatal e empresários. No total, são 17 mandados de prisão. A ação leva o nome de Crédito Viciado.
No total, conforme a Polícia Civil do Distrito Federal, são cumpridos 17 mandados de prisão temporária e 28 de busca e apreensão em Mato Grosso, Pernambuco, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná e no DF.
Com a investigação, a Justiça autorizou o bloqueio de R$ 16 milhões das contas dos suspeitos. Entre os alvos estão dois ex-funcionários do banco estatal e empresários de 11 empresas terceirizadas, que tinham contrato com a instituição financeira para cobrar dívidas de clientes.
As investigações apontam que o esquema funcionava da seguinte forma: quando o cliente do banco quitava a dívida após contato com a terceirizada, o Banco do Brasil, automaticamente, pagava uma comissão. Só que, em alguns casos, o sistema apresentava inconsistência – uma espécie de erro técnico – e o pagamento tinha que ser feito manualmente por um servidor.
Sendo assim, o banco pagava um valor a mais para a prestadora de serviços e "recebia de volta um valor de propina".
Ficou constatado que, á época, um dos responsáveis por esse pagamento chegou a receber R$ 4 milhões em créditos ao longo de dois anos. Ele foi demitido pelo próprio banco em janeiro. Outro teria também teria recebido R$ 900 mil na conta.
A operação é feita pela Coordenação de Combate ao Crime Organizado (Cecor) e envolve 140 agentes da unidade e de outras delegacias no país.
Foi o Banco do Brasil quem denunciou o esquema para a polícia após uma auditoria interna que descobriu o rombo. A prisão é temporária e vale por cinco dias. O grupo vai responder pelos crimes de peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro.