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De acordo com o tucano, Mauro não pode questionar sua administração no Palácio Paiaguás, pois quebrou sua empresa. “Um cidadão que está quebrado, em recuperação judicial. Com a pessoa jurídica quebrada, mas a pessoa física milionária. Que deve, proporcionalmente, mais que o Estado. Com mais de 800 trabalhadores esperando receber, não tem a mínima legitimidade para criticar a nossa administração”, afirma Taques, em entrevista à Rádio Vila Real, na manhã desta terça (19).
O governador, no entanto, nega que esteja sugerindo que o empresário engane a Justiça, por ainda ser milionário, mesmo com as empresas em dificuldade financeira. Afirma que não é homem de sugerir."Quando tenho que falar, eu falo. Quem está sendo processado por tentar passar a perna na Justiça não sou eu".
Esta foi a segunda vez em que Taques atacou Mauro utilizando a situação econômica de suas empresas. Tal questão é considerada o ponto fraco do democrata que, até agora, não confirmou sua pré-candidatura ao governo, justamente, por conta da recuperação judicial.
Quanto a pré-candidatura, Taques diz que já conta com o apoio de dez partidos e tem conversado bastante com outras lideranças políticas. No início do mês, o tucano reuniu em Cáceres os partidos PSDB, PPS, PSB, Solidariedade, PRTB e Patriota, que já declararam apoio ao projeto de reeleição.
Ex-aliados
Além de Mauro, Taques também sofreu baixas no grupo de aliados, como o ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD) e o ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta (PDT), pré-candidato ao governo. Sem citar nomes, o tucano reforça que aqueles que abandonaram o barco ficaram chateados, pois gostariam de mandar em seu governo.
“Algumas pessoas que me ajudaram na eleição acharam que eu seria um fantoche. Um menininho mandado por milionários. Nossa administração é voltada para pessoas simples e não para milionários”, afirma o tucano, completando que está pronto para o debate.
O chefe do Executivo garante que não se sente traído por Mauro, mas volta a lembrar que Jayme Campos (DEM), nas eleições de 2014, desistiu da candidatura ao Senado, pois o então prefeito traiu o grupo político e pediu votos ao adversário Wellington Fagundes (PR), eleito senador.
"Dentre os meus defeitos, que são vários, não se encontra o da traição e trairagem. Quem quiser coloque a carapuça. Eu não aceitei apoiar o Wellington em 2014, pois tinha compromisso com Jayme. No meio da campanha, Jayme entendeu que estava sendo traído pelo Mauro - que estava descaradamente pedindo voto para Wellington", declara.
Administração
Taques ainda rebateu as criticas de que seria mau gestor, por conta dos atrasos nos repasses da saúde e duodécimo aos Poderes e órgãos independentes. Diz que fez gestão, pois administra com pouco recurso e em meio a crise econômica e política nacional. Reforça que fez muito diante das dificuldades. “Se no momento de crise, muito foi feito, imagina se não tivéssemos a crise”.