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A professora conta que estava trabalhando na Câmara Municipal da cidade dela em um cargo técnico e comissionado. Agora, está na expectativa de se mudar para Poconé, onde ficará lotada. “Uma amiga me ajudou a alugar uma casa e providenciar os móveis. Estou muito feliz com o trabalho porque a cidade fica perto da capital e aqui, tenho oportunidade de continuar a estudar e quem sabe fazer um mestrado”.
Antes de vir a Cuiabá, Rosilene ligou para a Secretaria de Estado de Gestão (Seges) – 0800 647 36 33 – para agendar a perícia médica e o horário da posse. Conforme o órgão, até a segunda-feira (26.03), mais de 45% das pessoas que tiveram o nome divulgado no Diário Oficial desta terça-feira (27) entraram em contato para fazer o agendamento.
A primeira a assinar o documento foi a professora de Letras – Português/Inglês – Rafaelle Arruda Aguiar, 31. Ela trabalha na Escola Estadual Dom Bosco, em Várzea Grande, desde 2009, quando passou no primeiro concurso. De acordo com a lei, os professores podem acumular dois cargos desde que não haja comprometimento de horário.
Na avaliação de Rafaelle, o modelo de processo seletivo adotado pelo Estado foi bem criterioso e justo porque além da parte objetiva e escrita, houve a avaliação didática. “Não adianta apenas ser formado, é preciso saber como atuar. Achei interessante o fato de ter uma etapa da prova em inglês com escrita em inglês também. Isto representou um diferencial no nivelamento dos profissionais”.
Para ela, o trabalho na educação está muito além de passar um conteúdo. “Eu ensino como gostaria de ser ensinada e sinto satisfação quando meus alunos passam em faculdades públicas ou mandam notícias e percebo que hoje são bem sucedidos. Alguns trabalham como engenheiros, nutricionistas e até mesmo na Aeronáutica”.
A nomeação dos professores será realizada no Auditório José Lino da Silva, das 8h às 18h, na sede da Seges, no Centro Político Administrativo em Cuiabá. O governador Pedro Taques esteve no primeiro dia dos trabalhos e disse que a nomeação não trará prejuízos financeiros ao Estado porque o governo está trocando concursados por comissionados. “Os novos servidores terão toda segurança e direitos garantidos por lei, o que o trabalho comissionado não garante”.
No concurso da Seduc foram aprovados 5.748 profissionais, dos quais 3.324 são professores da educação básica e 1.496 Apoio Administrativo Educacional e 928 Técnicos Administrativo Educacional.