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Os números recentemente divulgados pela equipe econômica do Governo do Estado revelaram uma pequena melhora no desempenho das contas do Executivo. Mas, ao invés de comemoração, o governador Mauro Mendes (DEM) expôs a outra face da moeda e admitiu estar sofrendo pressão de alguns fornecedores que ainda não foram pagos. O democrata considerou a pressão, classificada por ele como um "fenômeno" de insatisfação, como algo normal, mas alertou para a possibilidade de surgirem novas ameaças de paralisação dos serviços.
"O desafio é grande, porque o problema é muito grande. E aí existe um fenômeno muito claro que é o seguinte: quando você começa a pagar um setor ou outro, uma atividade ou outra - porque não temos dinheiro para pagar todo mundo - o nível de pressão aumenta. Porque corre a noticia de que nós estamos pagando alguns, como estamos pagando os municípios na atenção básica literalmente em dia, é natural, é publico. E aí aqueles que não receberam aumentam a pressão. É possível que tenhamos alguns problemas advindos desse fenômeno", declarou o governador.
Este mês, o governador divulgou, como de costume, um demonstrativo de como as receitas e as despesas do Estado se comportaram. O apurado mostrou que em março o "rombo" das contas diminuiu em quase 50%, no comparado com o mês anterior. O valor é a somatória de tudo que foi arrecadado, o que foi pago e as despesas não pagas no mês.
"O Estado deve muito a fornecedores, prefeituras, deve a Deus e todo mundo. Existe sinais de melhora, mas ainda estamos muito distantes de poder comemorar. Principalmente porque nós temos dividas de 2018 que ainda nos assombram no dia a dia e que atrapalham a condução da administração", ponderou o governador.
Em janeiro, metade da frota de viaturas da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) teve que ser recolhida por falta de pagamento à empresa que aluga os veículos para o Estado. Na época, a dívida era de mais de R$ 13,5 milhões. Atualmente, de acordo com o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Jonildo José de Assis, ao menos 27% da frota ainda precisa ser reposta.
O governador não especificou quais setores estariam pressionando o Executivo, mas disse que "movimentos já vêm sendo percebidos". Mauro destacou, ainda, que a prioridade do Governo, no momento, continuará sendo pagamentos na área da Saúde.
"Estamos pagando alguns setores, mas não é possível para todos ao mesmo tempo. Então, alguém pode aumentar a pressão, ameaçar parar. Mas com tranquilidade e transparência nós vamos administrar o dinheiro público que tem, pagando o máximo possível que der, dentro da estratégia de fazer a saúde funcionar", frisou.