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Greve faz gás virar ouro e 2 cargas para abastecer MT são roubadas a caminho
Dois caminhões com carregamento de botijão de gás de cozinha que seguiam para abastecer as revendas na Grande Cuiabá foram roubados. Um deles, com 614 botijões, chegou a ser recuperado pela Polícia, mas ainda não se tem notícia do outro, com 1030 unidades
Publicado em: 04/06/2018 ás 12:31:00 Autor: RD News Fonte: RD News
Foto Por: Divulgação

 

A demanda de Cuiabá é de 10 mil botijões por dia e com o desabatecimento filas são formadas em busca do produto. Além da demora para receber os carregamentos que estavam parados nos bloqueios durante a greve de 10 dias dos caminhoneiros os caminhões com gás de cozinha viraram alvos de criminosos. “Os bandidos migraram do roubo de gado para o roubo de botijão, que está sendo muito procurado pela população”, afirma o presidente da Sinergás.

 

Os carregamentos foram roubados durante o feriadão de Corpos Christi, um na quinta (31), quando o motorista foi abordado por criminosos ao passar próximo ao Trevo do Lagarto, em Várzea Grande, com 614 botijões. A carga foi roubado e recuperada em seguida na região do Cristo Rei. O segundo roubo ocorreu na sexta (1º) na região do Tijucal, em Cuiabá. O motorista e o caminhão foram encontrados próximos de Jangada, mas a carga está desaparecida.

 

O presidente alerta que o carregamento pode ser vendido por clandestinos e para não estimular esta prática o sindicato orienta que o consumidor exija a nota fiscal. “Sabemos que a nota não irá inibir tudo, mas é uma ferramenta para investigar a procedência do produto e também garantir que o consumir seja ressarcido em caso de preços abusivos”, afirma.

 

A prática de preços abusivos sobre o gás de cozinha foi uma realidade durante os dias de paralisação dos caminhoneiros. Em Cuiabá, o botijão de 13 kg chegou a ser vendido a R$ 150. Antes do movimento, o preço do gás em Cuiabá variava entre R$ 95 e R$ 110.

 

A insegurança tem provocado medo entre os distribuidores e as cargas podem demorar mais ainda para chegar ao interior. “O setor é familiar. O dono da revenda é quem faz a distribuição muitas vezes e agora com esses roubos eles têm medo de pegar a estrada”, explica Tavares. Há a preocupação de que a prática vire rotina.

 

Segundo Tavares, a escolta realizada pelo Exército e PRF nos primeiros dias pós-greve protegiam apenas carregamentos da Petrobrás, pois não há efetivo suficiente para atender as 400 revendas da Grande Cuiabá. “Estamos conversando com as autoridades do Estado para que os revendedores consigam trabalhar com segurança”, afirma.

 

“Estamos trabalhando com racionamento. A Top Gás, por exemplo, vende 1 mil botijões por dia, com o desabastecimento vendemos essa quantidade em uma semana, e não é por falta de procura e sim porque o gás está raro”, revela. Tavares destaca que aguarda carregamento com 1 mil botijões para esta segunda (4), mas todos já foram vendidos antecipadamente.

 

O presidente acredita que se não houver novas paralisações o abastecimento de gás na Grande Cuiabá deve voltar à normalidade em 10 dias e no devido à logística, a situação permanecerá complicada pelos próximos 30 dias.

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