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O juiz Cláudio Roberto Zeni Guimarães, da 1ª Vara Cível de Cuiabá, acolheu o pedido de recuperação judicial do Grupo Engeglobal, vencedor de diversas licitações relacionadas às obras da Copa do Mundo em Cuiabá.
A decisão visa facilitar o pagamento de R$ 48,7 milhões em dívidas acumuladas pelo grupo com 749 credores. Entre elas, está uma dívida de R$ 2,3 milhões com a empresa Bimetal, que pertence ao ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (DEM), e de R$ 567,1 mil com o empresário Valdir Piran, dono da Piran Factoring.
No pedido, o grupo dirigido pelo empresário Robério Garcia - pai do deputado federal Fabio Garcia, do DEM - culpou a Copa do Mundo pelo desequilíbrio financeiro.
A empresa assumiu a reforma e ampliação do Aeroporto Marechal Rondon, os dois Centros Oficiais de Treinamento (COTs) da UFMT e do Pari, além da revitalização do Córrego Oito de Abril e implantação do coletor-tronco. Nenhuma foi concluída até hoje.
O grupo se exime de culpa pelos atrasos e diz ter sido vítima de "projetos deficientes, inconsistentes e mal elaborados" que, ao longo da execução das obras, "abalaram a saúde da empresa".
"Diversos problemas e entraves foram enfrentados pelo Grupo Econômico durante a implantação e andamento das obras, que impactaram negativamente os custos dos serviços prestados e foram a causa principal do desequilíbrio econômico atualmente vivenciado", diz o pedido em um trecho.
Fundada há 38 anos pela família do ex-governador José Garcia Neto, a Engeglobal Construções Ltda. faz parte de um grupo que reúne a Global Energia Elétrica S/A; a Advanced Investimentos e Participações S/A; os Hotéis Global S/A; a Global Empreendimentos Turísticos e a Construtora e Empreendimentos Guaicurus Ltda.