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A determinação judicial veio depois que a defensora pública Kamila Lima, entrou com pedido de liminar numa ação ordinária, com obrigação de fazer, contra o Estado e o Município, na noite de sexta-feira (27/4). O Estado e o município foram intimados às 20h59 do mesmo dia, mas até a noite desta segunda-feira (30/4), a determinação do juiz de plantão Michell da Silva, não havia sido cumprida.
A defensora informa que ficou a tarde desta segunda-feira em busca de uma UTI para o garoto, sem sucesso, e afirma que o caso é grave.
“Entramos em contato com todos os hospitais de Cuiabá e de outros municípios maiores e nenhum deles tem vaga em UTI pedriátrica, com neurocirurgião. Já estamos procurando em Goiânia (GO), pois ele precisa passar por uma avaliação de um neurocirurgião que poderá indicar o tratamento, se operação, se tratamento medicamentoso. E até agora essa criança aguarda na fila por esse atendimento. Mesmo diante da gravidade do caso, o Estado não indicou a vaga”, lamenta.
Kamila explica que, diante do descumprimento da ordem judicial, tentou entrar com pedido de bloqueio no valor de R$ 150 mil do Estado, mas o bloqueio só é possível durante o expediente bancário. “Caso eles não resolvam, vou entrar com o pedido de bloqueio na quarta-feira. Pois a gravidade do caso não encontra ressonância no tempo e na resposta do Estado”.
Ela conta que foi procurada pela mãe de Fernando, Dorian Lopes Souza, na sexta, depois que o hospital comunicou que não havia vaga de UTI para a criança. “Ela disse que o filho reclamou de fortes dores de cabeça e que esse sintoma foi seguido de vômitos na quinta-feira (26). Ao levar ele para o Pronto Socorro, os médicos detectaram que ele estava tendo hemorragia cerebral moderada e o internaram para aguardar uma vaga de UTI. Mas até o momento, não conseguimos, mesmo após determinação da Justiça. Enquanto isso, o quadro dele pode se agravar, inclusive, com risco de óbito se não tiver tratamento adequado, que é o que está acontecendo”, explica.
A mãe de Fernando ainda informou que o filho sofreu uma queda há três anos e que suspeita que ela tenha deixado sequelas. Ela está desempregada e não tem a quem pedir auxílio, que não ao Estado. E apela a quem puder ajudar o filho, que entre em contato pelo telefone(66) 99681 6375.