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O governador Pedro Taques (PSDB) tinha conhecimento do esquema de corrupção no Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Isso porque, quando era senador da Repúbica recebeu a denúncia sobre o esquema e encaminhou para promotora de justiça, Ana Cristina Bardusco que remeteu ao Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco) para realizar as investigações.
O que chama a atenção, é que mesmo tendo conhecimento do fato, Taques após se tornar governador do Estado, manteve o contrato com a empresa envolvida no esquema, EIG Mercados Ltda, antiga FDL Serviços de Registro, Cadastro, Informatização e Certificação de Documentos Ltda.
Ao que tudo indica, ele teria seguido as orientações do primo e ex-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, que suspostamente atendia como advogado da empresa envolvida, e conhecia toda a trama.
Sendo assim, para seguir com o recebimento de propina que acontecia na gestão do ex-governador Silval Barbosa e manter na atual gestão, Paulo teria feito toda interlocução, colocando até seu "chegado", o delegado Rogers Jarbas na presidência do órgão, para continuar recebendo a propina.
Mesmo sabendo de todo esquema, Pedro Taques preferiu manter o jogo alegando que não poderia rescindir o contratro, e jogou a culpa para uma multa. Ele alegou, que teria que pagar R$ 100 milhões caso rescindisse com a empresa. Mas em entrevista recente disse que encontrou um jeito para rescindir o contrato. A questão é: Se tem uma maneira, porque ele que disse que não roubaria nem deixaria roubar em sua gestão, manteve a empresa pagadora de propina no Detran?
“Assumi o Governo em 2015 e iniciamos as tratativas para rescindir o contrato. Temos, inclusive, as tratativas e ofícios encaminhados ao MPE. A resposta do MPE foi no sentido de que [para rescindir] precisa da decisão judicial, uma vez que a multa estabelecida no contrato era de mais de R$ 100 milhões”, afirmou o governador.
Porém, é necessário lembar que ele como jurista que foi durante parte da sua vida, sabe que pode entrar na Justiça e conseguir um aval, para poder romper o negócio com a EIG Mercados sem precisar quitar a multa milionária, especialmente quando há denúncias de corrupção..
Além de Pedro e Paulo, outros políticos aparentemente conheciam o esquema, entre eles o deputado estadual Mauro Savi, apontado como uma dos sócios da empresa, além é claro do ex-presidente do Detran Teodoro Lopes, o Dóia e o secretário executivo do Ministério da Agricultura, Eumar Novacki.
A denúncia aponta possível compra indevida de Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Os candidatos pagavam cerca de R$ 5 mil para a banca examinadora que fraudava os laudos e aprovavam os interessados. Também o pagamento de propina para empresários abrirem auto escola no interior, e o uso de "laranjas" no esquema.
P.S. Paulo Taques, que ainda não teve sua carteira da OAB cassada por conta de comandar a grampolândia, atua como advogado de pelo menos 8 réus no processo, e além de circular pela Assembleia fazendo tratativas e abafando sua participação, tem visitado redações para pedir que seu nome não seja citado nas matérias.