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Pedro Taques recebeu propina de R$ 3 milhões de empresa envolvida na Lava Jato
Cervejaria Petrópolis trocou doação de campanha por incentivo fiscal milionário, aponta delator
Publicado em: 01/08/2019 ás 12:35:00 Autor: Muvuca Popular Fonte: Muvuca Popular
Foto Por: Muvuca Popular

O ex-governador Pedro Taques recebeu R$ 3 milhões de reais de 'propina' travestido de 'doação' na campanha de 2014 ao governo, da Cervejaria Petrópolis, que foi envolvida na 62ª fase da operação Lava-jato denominada Rock City, ocorrida ontem (31), quando cerca de 120 Policiais federais cumpriram 1 mandado de prisão preventiva, 5 mandados de prisão temporária e 33 mandados de busca e apreensão em 15 diferentes municípios.

 

O grupo que recebe incentivos desde 2006, é acusado de lavar dinheiro em forma de doação de campanha, e em troca recebeu incentivos fiscais  que acumula um prejuízo aos cofres públicos de mais de R$ 200 milhões.

 

Dono do Grupo Petropólis, o empresário Walter Faria foi o principal alvo da PF, que nesta fase inestiga o esquema de lavagem de dinheiro de R$ 329 milhões travestido de financiamento de campanha.

 

As “batidas” da PF também se deram em Mato Grosso pelo fato de o Grupo Petropólis ter uma unidade em Rondonópolis (212 km ao Sul de Cuiabá), onde, entre outras, fabrica a cerveja Itaipava. Em Cuiabá, houve um mandado de busca e apreensão.

 

A suspeita da PF é de que offshores ligadas à Odebrecht realizavam, no exterior, transferências de valores para offshores do Grupo Petrópolis, que, por sua vez, disponibilizava dinheiro em espécie no Brasil para realização de doações eleitorais, entre elas ao ex-governador de Mato Grosso.

 

O Grupo Petrópolis foi utilizado para fazer doações de campanha eleitoral para políticos de outubro de 2008 a junho de 2014. Além de Pedro Taques, o ex-governador Silval Barbosa teria se beneficiado do esquema.

 

Na coletiva da 62ª fase da Lava Jato, ontem, o procurador da República Felipe D’Elia Camargo disse que os “mensageiros” do Grupo Petrópolis chegavam a usar carros-fortes blindados para o pagamento das propinas.

 

Fábrica recebe incentivos fiscais

 

A denúncia de que a Cervejaria Petrópolis - que produz a cerveja Itaipava em Mato Grosso, fez as doações à campanha de Pedro Taques partiram da delação do empresário Alan Malouf, em seu acordo de colaboração premiada fechado com a Procuradoria Geral da República (PGR) - a delação foi homologada pelo ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Os incentivos à cervejaria foram concedidos desde a gestão Blairo Maggi (PP) e renovados em 2012, na gestão de Silval Barbosa, para incluir, além da produção de cerveja em garrafa, a produção de cerveja em lata.

 

Em sua delação, Malouf afirmou que presenciou uma conversa entre o ex-secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, e um representante da empresa, por telefone. O empresário diz que o ex-secretário pediu R$ 2 milhões em doações, sendo que a cervejaria já havia feito uma doação de R$ 1 milhão até aquele momento.

 

Na prestação de contas da campanha de 2014, o governador Pedro Taques declarou ter recebido uma doação de R$ 1 milhão da cervejaria em 25 de setembro daquele ano e uma segunda doação, de R$ 2 milhões, em 29 de outubro.

 

Malouf disse que em uma das reuniões na residência de Pedro Taques, presenciou o primo ligando para um diretor da empresa, solicitando do mesmo a doação de mais dois milhões de reais, pois até aquela data, a referida cervejaria "só havia doado R$ 1.000.000,00 de reais".

 

Empresário Alan Malouf disse à Justiça que a cervejaria Petrópolis teria feito doação a Taques para continuar recebendo incentivos fiscais, o que de fato aconteceu. A empresa foi beneficiada com 90% de isenção.

 

Outro lado

 

Em sua defesa, o ex-governador Pedro Taques disse que declarou as doações recebidas em 2014 da Cervejaria Petrópolis e afirma que os valores foram legais.

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