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Estado
A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) confirmou que recebeu a denúncia e vai apurar as acusações de suposta fraude no uso de cotas destinadas para negros, pardos e índios por estudantes que se matricularam no curso de medicina. O fato aconteceu no período de matrícula da primeira chamada dos aprovados pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). O caso já repercute nas redes sociais com a desaprovação de movimentos sociais e ativistas.
Por meio de nota divulgada à imprensa, a UFMT informou que, caso seja confirmado que o estudante aprovado não cumpra com os requisitos, ele será declarado inelegido. Isto quer dizer que sua matrícula será considerada inválida. Consequentemente, a vaga será preenchida por outro estudante que se encontra na lista de espera e preencha os requisitos da cota.
"Independentemente das denúncias, no ato da matrícula, já são adotados procedimentos de verificação da veracidade das informações constantes nas autodeclarações dos estudantes", escreveu na nota.
Segundo a faculdade, há previsão para que a lista dos inelegidos seja publicada em 13 de fevereiro. Cabe recurso dessa decisão até dois dias seguintes à publicação.
O processo do Sisu usa a nota do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) para ingresso no Ensino Superior. As cotas são políticas afirmativas para que negros, indígenas e demais estudantes em estado de vulnerabilidade socioeconômica consigam acesso às universidades públicas.
Outras denúncias também podem ser feitas pela Ouvidoria da UFMT. Qualquer cidadão pode expor irregularidades à faculdade no endereço eletrônico http://www1.ufmt.br/ufmt/un/ouvidoria.