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Passamos a acreditar em milagre, diz major que resgatou criança enterrada viva
“Passamos a acreditar em milagre”. A frase é do major João Paulo Bezerra, comandante da 5º companhia de Canarana (a 879 quilômetros de Cuiabá), que participou do resgate de uma criança indígena, na noite da última terça-feira (5). A menina ficou mais de s
Publicado em: 06/06/2018 ás 13:59:00 Autor: Olhar Direto Fonte: Olhar Direto
Foto Por: Divulgação

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acordo com a Polícia Militar, por volta das 20 horas recebeu uma denúncia anônima de que em um local onde residia uma família indígena, a avó teria enterrado a própria neta, uma recém-nascida, por volta das 14 horas, com o consentimento da mãe. “Não sabíamos se estava vivo ou morto, mas fomos procurar no local”, disse o major.

 

João Paulo ainda acrescentou que “no local encontramos a família, com algumas mulheres e eu consegui a informação que a avó realmente havia enterrado o bebê. Ela indicou o local para nós e disse que o bebê havia nascido prematuro e já morto, e por isso haviam enterrado e não chamado nenhuma autoridade”, explicou.

 

“Pelo horário que ela nos mencionou, ela [recém-nascida] teria sido enterrada duas horas da tarde. O denunciante também havia dito por volta das quatro horas. Já era oito horas da noite e todas as nossas esperanças já tinham até esgotadas. Ninguém imaginava que esse bebê ainda pudesse estar vivo”, lembrou.

 

Foi realizado o isolamento da área e acionada a Polícia Judiciária Civil. A Perícia Técnica (Politec) aguardava a localização do corpo para se deslocar até o local. Os militares então começaram a cavar e os policiais perceberam o choro da criança.

 

“Percebemos um choro vindo da terra e percebemos que tinha vida. Começamos a escavar mais rápido. Dali, nem aguardamos a chegada da ambulância e levamos o bebê imediatamente ao hospital”. No hospital do município, a criança teve o diagnóstico de duas fraturas no crânio.

 

Posteriormente, ela foi encaminhada ao Hospital de Água Boa, onde o médico constatou quadro clínico estável e apenas uma leve deficiência respiratória. “Nunca acreditávamos que essa criança estava viva. Passamos realmente a acreditar em um milagre, pois ela ainda foi tirada com vida daquele buraco”, comemorou.

 

Ao Olhar Direto, o policial disse que mãe da bebê contou que ela teria nascido morta e por isso decidiram enterrá-la, como mandaria a tradição da etnia. Porém, a avó disse que o pai não iria assumir a criança e já estaria morando em outra aldeia, onde tinha relacionamento com outra mulher.

 

Por conta disto, as duas suspeitas foram detidas e encaminhadas para a delegacia. Antes, a indígena de 15 anos foi encaminhada para o hospital, onde passou por atendimento, já que havia dado à luz poucas horas antes.

 

O fato foi registrado como homicídio doloso tentado, quando é a vontade livre e consciente de concretizar as elementares do tipo, de eliminar a vida humana, sem qualquer finalidade específica. A Polícia Civil deverá dar continuidade as investigações.

 

O caso

 

Uma criança indígena recém-nascida foi enterrada viva, na última terça-feira (05), e resgata por equipes das polícias Civil e Militar. O fato foi registrado na cidade de Caranana (879 quilômetros de Cuiabá). Segundo as informações iniciais, a própria avó teria sido responsável por enterrá-la, já que a mãe teria se envolvido com um índio de outra etnia.

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