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Afundada em dívidas, UFMT caminha para privatização
Em dois meses, a Universidade enfrentou um corte de energia e duas paralisações de funcionários terceirizados
Publicado em: 20/08/2019 ás 15:28:00 Autor: Muvuca Popular Fonte: Muvuca Popular
Foto Por: Divulgação

São tempos difíceis para a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), sucateada, a instituição caminha para uma possível privatização. Seja por “má gestão”, ou estratégia do Governo Federal, não se sabe ao certo quando aconteceu, mas o fato é que a UFMT está afundada em dívidas.

Em menos de dois meses, a Universidade já enfrentou um corte de energia e duas paralisações de funcionários terceirizados.

Em julho, por falta de pagamento, a UFMT teve a energia cortada de seus cinco campi: Cuiabá, Rondonópolis, Barra do Garças, Pontal do Araguaia e Sinop. Na época, a reitora, Myrian Serra, confirmou que o valor da dívida com a Energisa estaria estimado em R$ 5 milhões.

Um mês depois, os vigilantes da instituição que estavam há cerca de quatro meses sem receber, paralisaram suas atividades no campus Cuiabá. Sob protesto, os trabalhadores terceirizados da 'MJB Vigilância e Segurança' fecharam, a guarita da Universidade, no dia 9 de agosto.

Logo em seguida, no dia 14 de agosto, os funcionários responsáveis pela limpeza da instituição, contratados pela empresa, Presto Servicos Terceirizados, entraram em greve, com a justificativa de atraso salarial. Na sexta-feira (16), as trabalhadoras realizaram um ato pela universidade. O movimento terminou com a ocupação da Reitoria, onde foi imformado os motivos da paralisação e a expectativa de que o impasse entre empresa e instituição fosse resolvido. O conflito ainda permanece entre a UFMT e a empresa, acerca de quem é o culpado pelo atraso.

De acordo com a reitora, a instituição tem sofrido com o corte orçamentário desde 2014, na qual houve a redução da verba de custeio, associada às obras e equipamentos do campus. Contudo, em março deste ano, o Governo Federal anunciou o bloqueio de 30% na educação superior de todo o país, que representa R$ 34 milhões para a universidade cuiabana.

No meio entre todos esses ocorridos, temos uma instituição que rasteja para se manter entre inúmeros cortes e, de outro, um Governo anunciando um programa denominado “Future-se”, que servirá para “fortalecer a autonomia financeira de universidades públicas”.

O projeto expõe como se os problemas de funcionamento das universidades não fossem de recursos, e sim de gestão. Isso se contradiz ao analisarmos os últimos cortes expressivos que as universidades sofreram desde o “contingenciamento” de gastos, que trouxe reflexos destrutivos para as universidades públicas do país.

Dessa maneira, o Governo aproveita para expor “ideia” de privatização das universidades e institutos, fazendo que sejam vistas no imaginário popular como alternativas necessárias para a salvação da Educação.

O Future-se, acompanhado aos cortes e, todo o esforço do marketing para deteriorar a imagem das universidades, caminham claramente para a privatização da Educação pública. Ou seja, cortam, sucateiam e privatizam.

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