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Conforme Osmar Aroenogwaijiwu, representante dos estudantes indígenas, no semestre passado a UFMT cortou a bolsa de sete alunos. Já nesse semestre o corte dobrou e 14 estudantes ficaram sem o auxílio.
Em reunião com a pró-reitora da universidade, em 17 de junho, a representante da UFMT, afirmou que criaria um plano de trabalho para atender os alunos, porém eles seguem sem a bolsa até que a instituição tome alguma providência.
Conforme Osmar, a regulamentação da UFMT permite o corte caso o aluno não alcance 75% do rendimento acadêmico. Entretanto, ele denunciou que os cortes foram feitos até mesmo nas bolsas de estudantes que alcançaram a exigência de bom rendimento.
“O rendimento acadêmico é o único critério imposto para os estudantes. O aluno tem que alcançar 75% do seu rendimento acadêmico para continuar com a bolsa, porém tem alunos que mesmo alcançando essa porcentagem tiveram as bolsas cortadas”, denunciou Osmar.
Para o representante dos estudantes, a bolsa é essencial para que os acadêmicos consigam se manter na cidade, pois com ela pagam o aluguel e contas domésticas.
“Nós usamos essa bolsa para ajudar nas despesas de casa, como aluguel, energia, água, alimentação e outras necessidades. Os alunos que tiveram as bolsas cortadas estão tendo muita dificuldade, mas não desistem de cursar o ensino superior”, relatou.
O Programa Bolsa Permanência, do qual os estudantes são beneficiados, é um recurso destinado pelo MEC, contudo para que eles recebam precisam do aval da universidade, que avalia e autoriza o pagamento por meio de um sistema online.
Entretanto, até mesmo estudantes com um ótimo desempenho tem sido prejudicados e perderam o benefício e passam dificuldades para se manter, o que pode também comprometer mais ainda o rendimento dos estudantes, que muitas vezes precisar fazer outras atividades remuneratórias para custear a vida em Cuiabá e nas outras cidades que tem o campus da UFMT.
Bolsa Permanência
O Programa de Bolsa Permanência é uma política pública voltada a concessão de auxílio financeiro aos estudantes, sobretudo, aos estudantes quilombolas, indígenas e em situação de vulnerabilidade socioeconômica matriculados em instituições federais de ensino superior e assim contribuir para a permanência e a diplomação dos beneficiados.
O recurso é pago diretamente aos estudantes de graduação por meio de um cartão de benefício. Atualmente o valor é de R$ 900,00 para estudantes indígenas e quilombolas e R$ 400,00 para os demais.