Notícias
Política
O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, determinou nesta segunda-feira (22) a revogação da nova tabela de preços dos fretes de cargas, que havia sido divulgada na última quinta-feira (18) pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A nova tabela desagradou alguns segmentos do setor, como os transportadores autônomos (caminhoneiros) que ensaiaram um início de greve hoje.
O anúncio da revogação foi feito pelo próprio ministro aos caminhoneiros que já estavam cruzando os braços. Ele conversou por telefone com uma das lideranças dos transportadores autônomos e o áudio está circulando pelas redes sociais (ouça mais abaixo). Tarcísio de Freitas informou ainda que, até que se corrija as distorções da nova tabela, ficará valendo a do ano passado, que, no entanto, está sub júdice.
No ano passado, quando aconteceu a greve dos transportadores, o governo de Michel Temer fez aprovar uma lei que traçava, entre outras determinações, os critérios para estabelecer uma tabela de fretes, que era uma das principais reivindicações dos caminhoneiros, ao lado da redução do preço do diesel. Mas aquela tabela não obedeceu o rito da lei.
“A lei não foi seguida e fizeram uma tabela sem respeitar os critérios técnicos. Foi feita no ‘chutômetro’. Alguém achou que tinha que ser aquele valor e fizeram assim, sem audiências públicas e a contratação de uma empresa com respeitabilidade para analisar os preços”, recorda Carley Weltter, gerente executivo da Associação Nacional de Agenciadores de Transporte de Cargas (ANATC).
Por esta razão, a tabela antiga foi judicializada e o Ministério da Infraestrutura designou a ANTT para conduzir os estudos e elaboração de uma nova dentro dos parâmetros estabelecidos pela lei. Foi contrata a Esalq Log, que desenvolveu pesquisas e elaborou a nova tabela. Contudo, o valor foi considerado muito baixo e provocou a revolta