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Dilmar: apoio de Mendes pesará e pode causar impactos na AL
Júlio Campos, Otaviano Pivetta e Carlos Fávaro são ligados ao governador e devem concorrer à vaga
Publicado em: 07/01/2020 ás 09:09:00 Autor: Mídia News Fonte: Mídia News
Foto Por: Divulgação

O deputado estadual Dilmar Dal’Bosco (DEM) pediu cautela ao seu partido e ao governador Mauro Mendes (DEM) na definição do apoio ao nome do grupo que irá disputar a eleição suplementar prevista para ocorrer em abril deste ano, após a senadora Selma Arruda (Podemos) ter o mandato cassado pela Justiça Eleitoral.

 

De acordo com o parlamentar, o cuidado é necessário porque há diversos nomes do grupo que apoiam a Gestão Mendes com interesse em disputar a vaga.

 

Até o momento, são pré-candidatos ligados a Mendes: o ex-governador Júlio Campos, que é do mesmo partido do governador, o vice-governador Otaviano Pivetta (PDT) e o Chefe do Escritório de Representação de Mato Grosso em Brasília, Carlos Fávaro (PSD).

 

Em dezembro, Mendes havia citado que pode apoiar Fávaro pelo fato de ele ter disputado o Senado em seu arco de aliança.

 

Além disso, o deputado federal Carlos Bezerra (MDB) também tenta viabilizar sua candidatura. O partido dele está na base de Mendes.

 

Para Dilmar, a escolha pode ter consequência na base do Governo na Assembleia Legislativa.

 

“Tem que ter a reunião para conversar, porque fizemos uma aliança para eleição do governador em 2018. Temos que definir agora qual é a regra, o que vamos fazer, o que pode alterar na composição dentro da Assembleia caso mexa em alguma coisa errada”, disse ele ao MidiaNews.

 

“Temos que ter um cuidado danado nisso. Por isso que tem que ter a conversa. Qualquer movimento pode dificultar a base na Assembleia, por isso que tem que ter cuidado. Tem que ter a maturidade em entender, fazer uma análise disso, para não ter perda”, acrescentou.

 

Segundo o deputado, uma reunião do Democratas deve ser agendada ainda para esta semana.

 

Nome do DEM

 

Dilmar sugeriu que Júlio não é o único nome viável dentro do DEM para a disputa. Ele disse não ter desistido de disputar, mas que a palavra final cabe ao partido.

 

Anteriormente, Júlio Campos havia dito que tanto Dilmar quanto o deputado Eduardo Botelho (DEM) tinham negado a intenção de concorrer à vaga.

 

“Tem que analisar isso. Temos que sentar todos com o governador e ver qual rumo tomar. Ninguém desiste de nada. Mas a decisão é partidária. É o partido que vai definir”, resumiu.

 

Até o momento, além dos citados, também são pré-candidatos ao Senado o ex-senador Cidinho Santos (PL); o ex-governador Pedro Taques (PSDB); o ex-deputado federal Nilson Leitão (PSDB); o ex-prefeito de Rondonópolis, Adilson Sachetti (PRB); além dos deputados estaduais Elizeu Nascimento (DC), Lúdio Cabral (PT), Max Russi (PSB) e Silvio Fávero (PSL), e do deputado federal Nelson Barbudo (PSL).

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