Notícias
Política
Tudo indica que o governador Mauro Mendes (DEM) está prestes a enfrentar uma greve geral, que será estimulada pela decisão dos professores de paralisar as aulas a partir desta segunda-feira (27), por tempo indeterminado, e pode causar um efeito dominó. Em menos de seis meses como chefe do Executivo, Mendes já enfrenta a sua primeira greve.
Em 2016, quando o governador Pedro Taques (PSDB) estava no comando do estado, os servidores da saúde foram os primeiros a parar as atividades, após rejeitarem a proposta do Estado para o pagamento parcelado da Revisão Geral Anual (RGA). Entretanto, logo em seguida, 21 categorias de servidores públicos estaduais também decidiram entrar em greve.
Dessa vez, quem está puxando a fileira são os servidores da Educação. Sendo que, essa primeira semana de paralisação será um “termômetro” para que as demais categorias analisassem uma eventual greve geral no Estado. Para discutir a medida, o Fórum sindical já marcou assembleias para este mês.
Entretanto, o governador demonstra que não irá ceder e já buscar se amparar em decisões judiciais. Como, por exemplo, numa decisão de 2016, do STF, que estabelece como constitucional o corte do ponto dos grevistas.
Os profissionais da educação afirmam que estão abertos ao diálogo, mas exigem do governo do Estado reajuste salarial, melhoria na infraestrutura e concurso para a categoria, que hoje conta com quase 40 mil profissionais.