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Ex-Indea diz que foi exonerado por desavença com secretário
Desavença entre os dois começou após aprovação de lei que tira recursos do instituto
Publicado em: 02/04/2020 ás 18:29:00 Autor: Mídia News Fonte: Mídia News
Foto Por: Divulgação

O ex-presidente do Indea (Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso) Tadeu Mocelin atribuiu sua exoneração a uma articulação política do secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), César Miranda. Ele ressalta que não fez nada de errado e que não pediu para sair.

 

A desavença entre os dois foi iniciada durante as discussões sobre o projeto de Lei nº 1139/2019, que alterou a Lei 10.486/2016, mudando as destinações das receitas advindas da Taxa de Defesa Sanitária Animal, retirando quase que na totalidade do Indea e passando para o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac). A Lei foi aprovada pela Assembleia Legislativa.

 

“O secretário César Miranda argumentou que eu não estava alinhado com o Governo e haveria a necessidade da minha substituição. A questão crucial foi a aprovação da lei do Imac, que reduzia a receita do Indea. Como não conseguiríamos cumprir com nossos deveres, questionei essa lei”, disse.

 

Mocelin acusou Miranda de possuir interesses em fortalecer o Imac, pois, segundo ele, o atual corpo do instituto é formado por apadrinhados de Miranda, que faz parte do grupo político do senador Jaime Campos (DEM).

 

“Ele [César Miranda] mesmo disse que o Imac era o xodó dele. Ele articulou, começou a questionar minha presidência, mas eu saí por defender o órgão em que estava e a pecuária do Mato Grosso. Quero deixar claro que não pedi exoneração, conforme foi publicado no Diário Oficial. Eu não fiz nada errado, portanto, eu não pedi exoneração”, ressaltou.

 

O Imac é um serviço social autônomo formado por representantes do setor produtivo pecuário, da indústria e do Governo do Estado, por meio da Sedec, conduzida por César Miranda.

 

“Diretamente atingiram o Indea e retiraram o recurso repassado pelas indústrias frigoríficas. Com isso, a parte finalística do Indea será comprometida. No futuro vai comprometer as exportações”, explicou.

 

Conforme o projeto aprovado, as receitas decorrentes das taxas pagas pela indústria frigorífica por animal abatido serão totalmente destinadas ao Imac, algo em torno de R$ 6,5 milhões ao ano. O Imac, por sua vez, fica responsável para repassar ao Indea apenas 1,12% do valor recolhido.

 

Anteriormente esta taxa se destinava ao Fesa (Fundo Emergencial de Saúde Animal) em sua totalidade e este ficava responsável em repassar valores em conformidade aos projetos encaminhados pelo Indea. No ano de 2019 o Fesa repassou ao Indea algo em torno de R$ 16 milhões.

 

“Saio do Indea satisfeito, contente com o pouco que fiz. Mostrei resultados e resposta vem do setor produtivo, ao qual tenho o apoio total, dos servidores, enfim, isso já é gratificante. O cargo é passageiro e continuo como técnico do Indea, sou veterinário e vou continuar trabalhando, buscando fazer o melhor pela pecuária mato-grossense”, afirmou.

 

Outro lado

 

Procurado, Cesar Miranda declarou que não houve articulação alguma e que as mudanças são naturais tanto na iniciativa privada como na gestão pública.

 

“Isso faz parte da administração pública e privada com a substituição de gestores. Isso é a coisa mais normal do mundo e não tem nada disso. As coisas continuam da mesma forma”, limitou-se a falar.

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