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A deputada estadual Janaína Riva (MDB) afirmou que teve as suas contas reprovadas pela juíza do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Vanessa Curti Gasques, por que denunciou o envolvimento do esposo da magistrada com o ex-governador Pedro Taques (PSDB).
“Eu já tinha denunciado uma vez a Vanessa por conta de uma situação com o ex-governador. O esposo da juíza doou Caixa2 para a campanha do Pedro Taques, e hoje aluga um barracão de R$200 mil, no qual o contrato foi firmado com o ex-governador, é uma relação conturbada”, declarou em entrevista.
A parlamentar informou que pediu ao TRE que reanalisasse suas contas. Contudo, teme que a magistrada não mude a sua decisão.
“Só pedi a reanalise, não pedi a suspensão por que eu sabia que dificilmente seria acatada. Contudo, o Ministério Público Federal pediu essa reanalise, o que me deu uma tranquilidade por que acho que eles podem mudar de opinião. Só não sei se ela vai mudar, mas pode ser que os outros mudem”, afirmou.
Em agosto de 2018, o Ministério Público Federal (MPF) pediu a suspeição da juíza do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Vanessa Curti Gasques, que atuava como relatora de uma ação em desfavor do governador Pedro Taques (PSDB).
Na época, Janaína Riva denunciou que o marido da magistrada teria doado R$ 500 mil para a campanha do tucano em 2014 e também seria sócio de uma empresa que tem um contrato de R$ 9 milhões com o Executivo.
Segundo a denúncia, o empresário Erivelto Gasques teria doado, em 2014, R$ 500 mil para a campanha de Pedro Taques. O dinheiro teria partido das seguintes empresas: Dismobras Importação e Exportação e Distribuição de Móveis e Eletrodomésticos S/A, Nordeste Participações S/A e WG Eletro S/A.
Além disto, o empresário também é proprietário de um imóvel locado pelo Executivo, por meio da Secretaria de Gestão (Seges), para instalação e funcionamento do Centro Logístico de Armazenamento e Distribuição do Estado (Celad), cujos aluguéis mensais são de R$ 250 mil. O contrato [feito por dispensa de licitação] é de três anos.
A denúncia foi protocolada pela deputada Janaína Riva, após ser procurada por um servidor do Tribunal de Justiça (TJ), que preferiu não se identificar com medo de sofrer represálias.