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O ex-governador Júlio Campos (DEM) afirmou ser pouco provável que seu partido volte a apoiar o ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD), que pretende concorrer ao Senado na eleição suplementar que haverá em Mato Grosso no próximo ano.
A nova disputa ocorre em função da cassação da senadora Selma Arruda (Podemos), por caixa 2 e abuso de poder econômico.
Segundo Júlio, boa parte dos democratas ficou insatisfeita com o compartimento de apoiadores de Fávaro na disputa eleitoral do ano passado. Naquela ocasião, ele terminou a corrida ao Senado em terceiro lugar, atrás de Selma e do senador eleito Jaime Campos (DEM).
Nos bastidores, surgiram comentários dando conta de que, ao ver seu crescimento nas pesquisas eleitorais, Fávaro – companheiro de chapa de Jaime – teria deixado de pedir votos para o democrata, que até então liderava as pesquisas.
“Sabemos hoje que nas bases do DEM há uma forte restrição a esse possível apoio ao Fávaro, em virtude dos atritos finais dos últimos dias da campanha [de 2018]. Não vamos desconhecer, houve certa beligerância entre o DEM, principalmente os aliados de Jaime Campos, e os aliados do Fávaro”, disse Júlio, em entrevista ao programa Resumo do Dia.
“Houve um comportamento não muito ético... Tanto é que - é bom que se diga - nos municípios em que o Favaro liderou, Jaime Campos foi o 4º ou 5º colocado”, emendou o ex-governador.
Em contrapartida, segundo Júlio, nos municípios em que Jaime liderou a disputa ao Senado, Fávaro teve votação expressiva.
“Aqui na Baixada Cuiabana, onde Jaime comandou, nos municípios antigos, o Fávaro teve uma votação estupenda. Tanto que chegou a mais de 400 mil votos, passando políticos tracionais, como Nilson Leitão, Adilton Sachetti. Quer dizer: esse assunto tem que ser bem trabalhado”.
Ainda segundo o ex-governador – que também tem seu nome cotado para a próxima eleição –, haveria uma orientação da direção nacional do Democratas para que o partido dispute a eleição suplementar.
“Há uma decisão do presidente Antônio Carlos Magalhães Neto, do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, do presidente do Senado, Davi Alcolumbre – que são os três grandes líderes do partido – para que o DEM tente conseguir essa 7 ª vaga no Senado”, concluiu Júlio.