Notícias
Política
No comunicado, ele pedia que fosse lida no primeiro dia do ano letivo uma frase que continha o slogan do atual governo ‘Brasil Acima de Tudo, Deus Acima de Todos’. Nesta quarta-feira (27), a secretária de educação de Mato Grosso, Marioneide Kliemaschewsk, afirmou que as escolas da rede estadual não vão adotar o procedimento, que ela acredita que “vai contra os princípios da democracia e desrespeita a autonomia das escolas”.
A carta foi enviada pelo ministro na segunda-feira (25). Nela, ele pedia que fosse lido nas escolas, no primeiro dia letivo, o seguinte trecho:
“Brasileiros! Vamos saudar o Brasil dos novos tempos e celebrar a educação responsável e de qualidade a ser desenvolvida na nossa escola pelos professores, em benefício de vocês, alunos, que constituem a nova geração. Brasil acima de tudo. Deus acima de todos!”.
Além disso, Ricardo pedia que os funcionários da escola ficassem perfilados diante da bandeira do Brasil e que fosse executado o Hino Nacional. Por fim, solicitou também que um representante da escola filmasse (com aparelho celular) trechos curtos da leitura da carta e da execução do hino.
A repercussão foi negativa e, na terça-feira, o ministro midificou a carta, retirando o slogan. Marioneide afirma que “a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso informa que não foi comunicada oficialmente. No entanto, se posiciona contrária a tal ação e informa que as escolas da rede estadual não vão adotar tal procedimento, pois acredita que ao invés de fazer pactos político-partidários, é importante que se faça pactos pela melhoria da qualidade do ensino e do aprendizado”.
Além disso, afirmou que as escolas do estado já trabalham questões relacionadas à ética, cidadania e civismo, e têm o costume de cantar o hino nacional durante a acolhida aos alunos, “mas isso é feito de forma espontânea e sem imposição alguma”.
Por fim, a secretária afirmou que não vai permitir “a gravação de vídeos com alunos no ambiente escolar e nem mesmo a leitura de cartas que pregam ideologia político-partidárias”.