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Em coletiva de imprensa realizada na Assembleia Legislativa na manhã desta sexta-feira (25), o governador Mauro Mendes, (DEM) falou sobre o ‘pacotão’ de 5 medidas que foram aprovadas nesta quinta-feira (24). Ele considerou a aprovação como “histórica” e que mudará os rumos das finanças do Estado.
Sobre as emendas que foram feitas, Mendes disse que não há grande problemas entre aquelas que foram propostas, porém, deverão ser feitas análises quanto a legalidade de todos esses projetos. “A princípio eu não vi grande problemas, ficamos bem satisfeitos. Elas não impactam diretamente nos grandes objetivos que nós tínhamos traçado”, disse.
Sobre o pagamento do duodécimo dos Poderes, o governador ressaltou que as regras da “PEC do Teto de Gastos” deverão ser seguidas durante todos esses anos de seu governo. “Já temos esta previsão e não pretendemos mudá-las”, relatou.
Segundo Mendes, as mudanças que serão realizadas em Mato Grosso principalmente no âmbito do Fethab, que mexe no campo da receita, não deverão ter muito impacto, serão alterações poucas. Ele destacou, porém, que a proposta viabilizará investimentos em infraestrutura. “Cerca de 40% do arrecadado vai para investimentos em infraestrutura. Infelizmente, neste momento, precisamos destes recursos também para equilibrar as nossas finanças, mas também garantimos o investimento”.
No campo da despesa, Mendes disse que algumas dessas possíveis mudanças trazidas por emendas deverão ser todas analisadas. “Nossa vontade é de mudar os rumos de Mato Grosso, mas estamos sempre abertos para fazer diálogo e o fizemos o tempo todo, com todos os setores”, afirmou.
INSATISFAÇÕES
Em relação aos desgastes apontados pelo servidores no pagamento de RGA e outras verbas, Mauro disse que em poucos dias já conseguiu identificar muitos problemas. Porém, o Estado nesse momento está “sem condições de pagar”.
“Nesse momento resta dúvidas para alguém que o estado não tem condições de pagar? Estamos pagando salários atrasados, não estamos pagando fornecedor. O que adianta dar aumento e depois não conseguir honrar este pagamento, honrando um mês, dois meses de trabalho”, assinalou.
Ele disse ainda que na base do diálogo pretende evitar a greve do funcionalismo. “Tenho certeza que muitos servidores compreenderam esse nível de racionalidade e que a medidas que estamos fazendo é para todos nós e para os 3,3 milhões de habitante neste Estado”, concluiu.