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O governador Mauro Mendes (DEM) disse na manhã desta terça-feira (28), que não tem dinheiro para cumprir a lei da dobra do valor de compra que é uma das reivindicações da categoria da Educação, que entrou em greve desde está segunda-feira (28). Essa lei foi aprovada na gestão do ex-governador Silval Barbosa e estabelece um valor de R$ 200 milhões para ser executada, já que dá o direito a 7,69% a mais na remunderação dos profissionais por longos 10 anos.
A declaração dele aconteceu durante o 15º Encontro Nacional de Inteligência Fiscal, que ocorre no hotel Deville Prime, em Cuiabá. "Eu lamento profundamente a greve da Educação. É extremamente lamentável isso no momento em que Mato Grosso faz um esforço grande para se recuperar. Todos sabem a dura situação em que recebemos o Estado no mês de janeiro, com metade das viaturas da Segurança fora das ruas por falta de pagamento; 13º atrasado; 11 mil fornecedores sem receber; caos na Saúde”, contou.
Ele contesta o pedido e justifica que o Estado não tem dinheiro e passa por séria dificuldade. “Se nós estamos com dificuldade financeira, como podemos autorizar um aumento que vai representar R$ 200 milhões? De onde vamos tirar esse dinheiro? A gente não vive só dos nossos desejos e sonhos. Neste momento, lamentavelmente, o Estado de Mato Grosso não tem a menor condição de atender a reivindicação dos professores”, disse.
O democrata afirmou que deve cortar o ponto dos grevistas, obedecendo a lei aprovada pelo Supremo Tribunal Federal (STF)em 2016. Também
lembrou que poderia entrar na Justiça para derrubar a lei do aumento, mas apenas afirma que não tem condição e no dia que tiver, dará o aumento. Ainda em relação ao RGA disse que também não tem caixa para contemplar a categoria.
“Esse debate já foi feito em janeiro em relação à RGA (Revisão Geral Anual) e a mesma coisa agora com os profissionais da Educação. Não tem condição, não tem de onde tirar esse aumento para pagar. Se dermos esse aumento, seguramente íamos aumentar o atraso de salário ou complicar ainda mais a péssima estrutura da Educação”, afirmou.