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Mendes se irrita ao falar sobre descarte de decreto de calamidade: vamos colocar os pingos nos is
O questionamento irritou o chefe do Executivo, que reafirmou a situação de crise econômica do Estado e rebateu declarações de opositores que classificaram o decreto como "ação política".
Publicado em: 06/05/2019 ás 13:31:00 Autor: Olhar Cidade Fonte: Olhar Cidade
Foto Por: Divulgação

 

O governador Mauro Mendes (DEM) voltou a ser cobrado sobre o anúncio do Ministério da Economia de que não reconhecia o decreto de calamidade financeira editado em Mato Grosso. O questionamento irritou o chefe do Executivo, que reafirmou a situação de crise econômica do Estado e rebateu declarações de opositores que classificaram o decreto como "ação política". Na semana passada, o deputado Wilson Santos (PSDB) disse que o governador tem sido capcioso ao apresentar os números do caixa do Executivo.

 

"Não confundam as coisas, existe uma calamidade financeira no Estado de Mato Grosso. Nós temos um Estado inadimplente com Deus e todo mundo. Os veículos de comunicação em que vocês trabalham sabem disso, que o Estado deve há meses, há anos. Vocês mesmo anunciaram que as viaturas foram recolhidas porque não pagou. Isso é política ou é fato real? É ou não é calamidade financeira? O 13º atrasou ou não atrasou? O salário está ou não está atrasado? Então, vamos colocar os pingos nos is. Não tem política não, é fato, é verdade e quem fala diferente disso aí sim está querendo enganar a população", rebateu Mauro Mendes.

 

Nos últimos dias, por meio de nota, o Ministério da Economia, comandado por Paulo Guedes, anunciou que o entendimento do Tesouro é que a decretação de calamidade financeira não abre aos governadores a possibilidade de parcelar ou atrasar dívidas, nem suspender gastos, nem descumprir os limites da lei, justamente o que Mauro Mendes viabilizava.

 

Incomodado com a insistência dos jornalistas sobre o assunto, o governador chegou a dizer que a rejeição do decreto por parte do Governo Federal era apenas especulação da imprensa. "Onde não passou? Saiu uma portaria deles? Vocês viram isso? Eu não vou especular sobre informações que a imprensa divulga", reclamou.

 

Corrigido pelos profissionais, que o lembraram da nota emitida pelo Ministério da Economia, Mendes afirmou que não precisava de autorização para decretar calamidade em Mato Grosso e confirmou que não há previsão legal para estabelecer a medida.

 

"Não existe uma obrigação do Governo em aprovar decreto de calamidade. Nós informamos eles, mas não pedimos aprovação deles. Não existe esse rito de aprovação do decreto de calamidade, o que eu conheço da legislação, a calamidade ela é estabelecida só em casos de eventos naturais. Não existe uma previsão legal para a calamidade financeira, mas seis estados brasileiros decretaram a calamidade financeira. Você acha que 11 mil fornecedores sem receber é ação política? A imprensa que trabalha aqui e que também está sem receber, me responda, os hospitais fechando, salários atrasados, é política?", contestou o governador.

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