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Não volto atrás e não sou Maria vai com as outras, diz Jayme sobre Coaf após manifestação
“[Em] meu posicionamento eu não volto em nem um centímetro. Eu não sou ‘Maria vai com as outras’”.
Publicado em: 27/05/2019 ás 14:16:00 Autor: Olhar Direto Fonte: Olhar Direto
Foto Por: Divulgação

A frase é do senador mato-grossense Jayme Campos (DEM), no dia seguinte às manifestações realizadas por todo o país neste domingo (26), em defesa dos projetos do governo Bolsonaro. O democrata garante que vai manter seu posicionamento já manifestado há semanas, de que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) deve ficar sob o controle do Ministério da Economia, e não da Justiça e Segurança, como quer o ministro Sérgio Moro, que ocupa a segunda pasta. Para ele, os congressistas têm de votar com a consciência, e não de joelhos.

 

Os atos governistas realizados no fim de semana tinham como principal alvo o Congresso Nacional, com foco no bloco conhecido como ‘Centrão’, e exigiam do parlamento celeridade e apoio aos projetos do Executivo. Um pontos dos que mereceu destaque nos protestos foi a medida provisória 870, que reestrutura os ministérios e, entre outras medidas, passa o controle do Coaf para o Ministério da Justiça. Jayme disse que não recua e que o texto que passou pela Câmara, com o conselho sob a Economia, já foi avalizado por Jair Bolsonaro (PSL).

 

“O presidente da Republica até já pediu para votar do jeito que veio da Câmara”, argumenta Jayme. Na ótica do democrata, os atos de rua deste domingo não mudarão a dinâmica entre Executivo e Legislativo em Brasília. Campos ainda deu a entender que sequer se sentiu atingido pelos protestos, por não fazer parte do Centrão, alvo escolhido pelos bolsonaristas.

 

“Eu não sou do Centrão, dou do Democratas. Eu nuca fui chamado para participar do Centrão. Eu voto conscientemente, sobretudo nós vivemos em um país democrático em que a liberdade de expressão é garantida constitucionalmente. Agora, eu não sou do Centrão. Eu sou do Democrata. Agora, se alguém estabeleceu esse negócio do Centrão ai, nunca participei de nenhuma reunião”, esquivou-se.

 

Jayme disse entender que a manifestação é democrática e faz parte do jogo democrático, mas não quis entrar no mérito da necessidade de defensores do governo, em começo de mandato, precisarem ir às ruas para reforçar o apoio já declarado há meses nas urnas. “Quem pode responder isso ai, a pessoa mais indicada para vossa excelência, o senhor pode perguntar para ele, capitão Jair Messias Bolsonaro”.

 

Congresso a todo vapor

 

De acordo com Jayme Campos, deputados e senadores não têm adiado ou atrapalhado pautas de interesse do governo. “Há uma consciência no Congresso. O que é bom para o Brasil e é bom para o povo brasileiro, vai ter o apoio do Congresso Nacional. Essa é a sensação que eu tive nas conversas. Talvez não tantas, mas talvez com o Congresso, que nós estamos à disposição de ajudar o Brasil. Todos nós, eu particularmente estou com toda a disposição de ajudar o Brasil. Agora ninguém pode também querer que o senador e o deputado votem na base do fórceps ou de quatro, ou de joelho. Isso não existe. Nós queremos votar com consciência sobretudo aquilo que vai ter retorno para o povo brasileiro. Ajudar nosso país a retomar o crescimento econômico, geração de emprego e renda. Ninguém desconhece da situação gravíssima que o Brasil está passando na atual conjuntura com enormes dificuldades em todos os setores, precisando organizar”.

 

“Têm andado maravilhosamente as pautas no Congresso Nacional. O pessoal tem votado tudo. Haja vista que semana passada a medida provisória foi aprovada na Câmara num dia, no outro dia chegou ao Senado e foi o que a abertura para capital estrangeiro na questão da aviação civil brasileira, das bagagens e outras tantas que agora qualquer empresa internacional pode vir aqui com 100% de capital internacional e investir, que é necessidade para nós termos o poder de competitividade para não ficarmos sujeitos ao oligopólio que está sendo praticado pelas empresas que estão no mercado nacional, estão ai cobrando preços de passagens abusivas, cobrando bagagens até R$ 150. Acabou tudo isso. O Congresso está atento, está andando muito bem, acima do que eu esperava”.

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