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Foi aprovado o adiamento da promoção dos militares estaduais para 5 de setembro. Agora, as de tenente coronel para coronel, tanto de policiais quanto de bombeiros, serão em uma única solenidade e não mais em duas (abril e setembro). O projeto de lei complementar 12/20 foi aprovado por maioria na sessão da Assembleia desta quarta (22).
Apesar de aprovada, a proposta do governador Mauro Mendes (DEM) não foi consenso nem na base que não ouviu os apelos do líder Dilmar Dal Bosco, como é o caso do Delegado Claudinei (PSL), que foi contrário. Ele é da chamada "bancada da Bala" e é servidor público. Elizeu Nascimento, que é militar, também criticou duramente a mudança.
Mas, a situação não passou "batida" pelo presidente da AL Eduardo Botelho (DEM) que chamou a atenção do líder governista (Dilmar) para unificar a base “que nem nos projetos mais simples está sendo coerente”.
Da oposição, Lúdio Cabral (PT) também foi contrário. Ele questionou a pertinência do assunto no âmbito das decisões do chefe do Executivo. “Estamos no meio de uma pandemia, tratando de pautas emergenciais, não tenho visto iniciativas maiores do governador, todas as iniciativas para proteger a população têm vindo da AL”.
Já Janaína Riva (MDB), governista, concorda que a data deve ser unificada. “Diante da situação que vivemos, seria prudente adiar, uma vez que são seis candidatos a um posto e eles sabem que os gestores não estão em condições de decidir sobre isso agora”.
Wilson Santos (PSDB), por sua vez, colocou mais lenha na fogueira. Disse que é muito barulho para pouca coisa. “Temos que parar de achar que tenente coronel é nomeação política. É uma humilhação, um constrangimento, que eles precisem vir até deputados pedir apoio”.
A reação foi imediata entre os colegas. O presidente Botelho se manifestou dizendo que não há humilhação no fato de militares procurarem os deputados, uma vez que estes são os representantes do povo. Ambos votaram a favor da proposta de Mauro.