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“É uma situação caótica. Voltou a se repetir uma coisa que achamos que não teria tantos problemas esse ano, já que o Exército e uma empresa estão na região dano assistência todo esse período. Não esperava mais esses problemas na rodovia. Isso resulta em prejuízo enorme para o produtor. Querendo ou não, primeiro foi do caminhoneiro e, depois, as empresas que estão esperando para receber o produto. Porém, quem vai acabar pagando essa conta no final é o produtor”, disse Galvan
Ainda de acordo com o presidente da Aprosoja, a dificuldade na trafegabilidade causou transtorno no prazo de entrega no porto de Marituba. “Esse é o grande problema. Vem o prejuízo das empresas que vão acabar pagando pelo tempo que os navios estão lá esperando para carregar a mercadoria. Não chega na estação de transbordo onde faz o embarque definitivo para exportação. Estamos constantemente cobrando essa situação. Esperamos que essa seja a última safra com enfrentamos esse problema. Temos que dar um voto de confiança para o governo que assumiu recentemente”.
Conforme Só Notícias já informou, ontem, o departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e o Exército arrumaram alguns trechos críticos da BR-163 entre Novo Progresso e Moraes Almeida e houve a liberação do tráfego de carretas e caminhões carregados que estavam nas filas, há duas semanas, em direção ao porto de Miritituba. A liberação ocorreu 24 horas antes de o tempo estabelecido.
De acordo com o DNIT, o trecho que foi mais afetado pelas chuvas, próximo à Vila do Caracol, que estava em leito natural, está com os serviços de terraplenagem e drenagem realizados e de pavimentação em execução, o que elevou o nível da rodovia. Somente entre junho e outubro de 2018 já foram pavimentados mais de 33 quilômetros, e o objetivo principal da Autarquia é concluir 100% ainda em 2019.
Dos 707,4 quilômetros da BR-163, localizados desde a divisa com Mato Grosso até a entrada para o Porto de Miritituba, 658 quilômetros já foram pavimentados pelo DNIT. Os quase 49 quilômetros a serem asfaltados estão divididos em dois lotes de obras, sendo 3 km ao sul da Vila do Caracol e 46 km sob responsabilidade do Exército perto de Moraes Almeida.
Na segunda-feira começou, em Guarantã do Norte o bloqueio de carretas que estavam indo a Miritituba e Santarém. Inicialmente, o bloqueio terminaria hoje mas foi antecipado e ontem os carreteiros seguiram viagem.