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Fontes do indicam que o ministro deverá entregar, na ocasião, sua carta de demissão, após o escândalo da publicação pelo site The Intercept de reportagens com conversas privadas trocadas entre ele e procuradores da Lava Jato, nas quais o ex-juiz orientou, deu bronca e ajudou a formular a acusação contra o ex-presidente Lula.
Bolsonaro está preocupado com a repercussão internacional dos vazamentos, que podem acabar derrubando seu próprio governo, eleito exatamente na sustentação das acusações contra Lula e o PT.
Segundo o porta-voz da presidência, Otávio do Rêgo Barros, Bolsonaro não se pronunciará a respeito do conteúdo das mensagens vazadas até ter uma conversa com o ex-juiz da Lava Jato, que está em Manaus e volta a Brasília amanhã. "O presidente aguardará o retorno de Moro para conversar pessoalmente, em princípio amanhã", disse o porta-voz. Mesmo assim, o próprio Bolsonaro atropelou seu porta-voz, e disse que "acredita no ministro Sérgio Moro". A fala do presidente soa como um lenitivo mas não abranda a situação do ministro que pode levar a crise para dentro do Palácio do Planalto.
Nesta segunda-feira, o relator da reforma da Previdência, deputado Marcelo Ramos, cobrou a demissão de Moro, alegando que sua permanência atrapalha a articulação para a aprovação da proposta.
O Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) também aprovou por unanimidade com assinatura das 27 seccionais brasileiras, uma recomendação para que Moro e o procurador Deltan Dallagnol sejam afastados de seus cargos.
Entidades como a UNE e UBES preparam manifestos por todo o Brasil pedindo o impeachment de Moro, caso o presidente não o demita. O clima é devastador para o governo.