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Diante de uma crise de desequilíbrio fiscal e endividamento pela qual passa o Poder Executivo estadual, o governador Mauro Mendes (DEM) avalia que se Mato Grosso fosse uma empresa, já teria decretado falência há muito tempo.
“Porque gasta mau e presta um mau serviço. O problema é que embora prestando uma mau serviço, obriga o cidadão a continuar pagando por isso”, disse o governador em entrevista, na última sexta (26), quando esteve na sede do Grupo para ser entrevistado pelo RDTV.
O democrata apontou que se não tivesse conseguido aprovar em janeiro deste ano o chamado Pacto por Mato Grosso, “o Estado já poderia ter fechado as portas e todo mundo ido embora”, alegando que a crise fiscal ficaria incontornável diante do montante de dívidas próximas a R$ 4 bilhões, não pagamento de mais de 11 mil fornecedores e atrasos no salário dos servidores.
“O Estado brasileiro e de Mato Grosso arrecadam e gastam mau, e ainda prestam um mau serviço. Se fosse uma empresa privada já teria desaparecido de tão ineficiente que é” Governador Mauro Mendes
“O Estado cobra o cidadão, mete a mão no nosso bolso dos contribuintes e dos empresários, tira parte dos salários por meio do Imposto de Renda, do ICMS, que está embutido em tudo o que você compra. O Estado brasileiro e de Mato Grosso arrecadam e gastam mau, e ainda prestam um mau serviço. Se fosse uma empresa privada já teria desaparecido de tão ineficiente que é”, assevera.
Mauro aponta que o caminho para o reequilíbrio está sendo tomado por meio das medidas contingenciais como a criação da Lei de Responsabilidade Fiscal Estadual, os cortes de gastos com o funcionalismo público, as ações adotadas com o decreto de Estado de Calamidade Financeira, novo Fethab que deverá arrecadar mais de R$ 1,5 bilhão este ano, entre outras ações.
“Ainda vamos nos próximos meses, entre maio e junho, tratar de medidas que aumentarão a contribuição das indústrias e do comércio”, anunciou o governador, que defende medidas austeras a todos os setores em detrimento de maior contribuição financeira com as contas do Estado.