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Selma nega suposto impasse com PSL de Bolsonaro e diz ser vítima de perseguição
A senadora eleita Selma Arruda (PSL) negou que tenha se tornado um incômodo para o seu partido, em razão de ser investigada por suposto caixa 2 durante a campanha eleitoral.
Publicado em: 04/12/2018 ás 13:46:00 Autor: RD News Fonte: RD News
Foto Por: Divulgação

Ela afirmou que não tem sofrido nenhum tipo de represália na legenda e comentou que na semana passada se encontrou pessoalmente com o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que, segundo a juíza aposentada, a tranquilizou sobre o assunto.

 

No último domingo (2), uma reportagem do jornal O Globo noticiou que Selma havia se transformado em incômodo para o partido, em razão da ação na qual ela é investigada por suposto abuso poder econômico durante a pré-campanha, em razão de pagamentos feitos para a agência Genius, do publicitário Junior Brasa.

 

Segundo o Globo, o principal motivo que incomodou o PSL foi o fato de ela ter arrolado como testemunha de defesa o ex-presidente nacional do PSL, Gustavo Bebianno, escolhido por Bolsonaro para comandar a Secretaria-Geral da Presidência.

 

A magistrada aposentada, porém, negou que tenha tido qualquer impasse com o partido. Segundo ela, a informação foi divulgada unicamente para prejudicá-la. “Não há nenhum impasse. Essa criação foi encomendada para que a mídia fique falando de mim o tempo todo. É uma tentativa para chamar a opinião pública para que se, eventualmente, eu for cassada, as pessoas achem que é normal, porque eu realmente fiz alguma coisa. Não nasci ontem”, afirmou ao RDNEWS.

 

Selma negou também que Bolsonaro esteja indisposto com ela, em razão das apurações por suposto caixa 2. A senadora eleita firmou que o fato não prejudicou a relação com o presidente eleito. “Isso é um absurdo. Estive com o Bolsonaro na semana passada e fui muito bem tratada. Ele me disse que é normal esse tipo de reação com os filiados do PSL. Não sou a única candidata perseguida no Brasil, há vários. Aqui as pessoas têm dinheiro para colocar reportagem no Globo. Em outros estados, talvez não tenham, mas aqui têm”.

 

 

A senadora eleita não deu detalhes sobre o local em que se encontrou com Bolsonaro, porém assegurou que se reuniu pessoalmente com o futuro presidente. “Há gente que passa perto do Bolsonaro e sai tirando foto e colocando no Facebook. Eu não fiz e não faço isso porque não é da minha postura”.

 

Sem citar nomes, Selma ainda lembra que quando ele foi vítima de um atentado, alguns políticos foram na porta do hospital, em São Paulo, tirar fotos e dizer que fizeram visita ao então candidato. De Mato Grosso, além do senador José Medeiros (Pode), o presidente regional do PSL, deputado federal Victório Galli, foi até a unidade de saúde, não conseguiu conversar pessoalmente com o presidente, mas fez vídeo com um de seus filhos.

 

Em relação à suposta acusação de caixa 2, a senadora negou ter cometido tal irregularidade e afirmou estar “tranquila”.

 

Suposto caixa 2

 

As ações movidas contra Selma foram protocolados pelos ex-adversários dela na disputa ao Senado Federal, Sebastião Carlos (Rede) e Carlos Fávaro (PSD). Eles apontam que a juíza aposentada teria cometido abuso de poder econômico e caixa 2 na pré-campanha. Ela teria contratado uma agência de publicidade por R$ 1,8 milhão, em abril.

 

A senadora eleita teria pagado parte do montante por meio de valores não declarados, oriundos de cheques que seriam de sua conta pessoal. A conduta é proibida pela Justiça Eleitoral, porque não foram declaradas na prestação de contas da senadora.

 

Em caso de comprovação sobre o suposto caixa 2, a senadora poderá ter o mandato cassado e se tornar inelegível por oito anos.

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