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Sérgio Ricardo chama Riva de mago das mentiras e apresenta parecer do MPF
O conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Sérgio Ricardo rebateu acusações feitas pelo ex-presidente da Assembleia José Riva contra ele à Justiça Federal.
Publicado em: 11/06/2019 ás 13:46:00 Autor: RD News Fonte: RD News
Foto Por: RD News

 

Sérgio Ricardo chamou o ex-aliado de “mago das mentiras” e afirmou que Riva não entregou quaisquer provas sobre sua participação em crimes contra a administração pública.

 

Em depoimento no dia 15 de março ao juiz Jeferson Schneider, da 5ª Vara da Justiça Federal em Mato Grosso, Riva citou possível envolvimento de Sérgio Ricardo no esquema investigado no âmbito da Operação Imperador, do Ministério Público Estadual (MPE).

 

Segundo as investigações, pelo menos quatro empresas fantasmas foram utilizadas para desviar R$ 62 milhões, em valores atualizados até 2015, dos cofres do Legislativo. Os pagamentos foram feitos para aquisição de produtos de informática e papelaria que nunca forma entregues.

 

“O Riva é o mago das mentiras. O próprio STF não aceitou a delação dele porque nada do que ele fala tem credibilidade. Ele inventa verdades, além de mentir. Ele está tentando barganhar, está tentando oferecer mentiras para a Justiça em troca de algum benefício"dispara o conselheiro.

 

Sem papas na língua, lembra que Riva responde a mais de 150 processos, já tendo sido condenado há mais de 80 anos de prisão. "O que se espera é o pleno desespero. Mas, as mentiras não estão sendo aceitas mais, tanto que o STF não aceitou a delação, que é mentirosa, tendenciosa, e tem o único objetivo de tentar diminuir as penas das ações que ainda cairão sobre ele”, declarou o conselheiro ao  RDNEWS.

 

Riva tentou incluir Sérgio Ricardo como réu na ação penal da Imperador por meio de ação no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele alegava que houve "manobra processual realizada pelo Ministério Público Estadual e pelo juízo da 7ª Vara Criminal de Cuiabá com o escopo de se furtar a remeter a íntegra da investigação a esta Corte (STJ)".

 

Ao se manifestar sobre o caso, o Ministério Público Federal (MPF) afirmou que apenas os desvios em relação à Real Comércio e Serviços Ltda teriam algum vínculo com Sérgio Ricardo, "mesmo de forma parcial, eis que o agente não teria atribuições administrativas em todo o período da contratação ilícita, mas apenas em parte dele" - leia acima trecho e, abaixo, decisão completa.

 

"Concentrado nesse evento, a análise do teor da inicial da ação civil de ressarcimento de danos ao erário cumulada com pedido de responsabilidade por atos de improbidade administrativa revelou certa parcimônia na descrição da responsabilidade de Sérgio Ricardo de Almeida, que substituiu o Reclamante (Riva) na direção administrativa do órgão", disse o MPF.

 

 

O órgão afirmou não ser possível "juízo de valor conclusivo" sobre a possibilidade de acusar criminalmente o conselheiro, o que "demandaria apuração específica que não foi feita no curso da investigação policial que sustentou a denúncia". Com base neste parecer, o ministro Humberto Martins negou o pedido de Riva, em março de 2015.

 

Três anos depois, março de 2018, Riva foi condenado em 1ª instância na ação criminal da Imperador pelos desvios envolvendo as empresas Livropel Ltda, Hexa comércio e Serviços Ltda., Amplo Comércio de Serviços Ltda. e Servag-Comércio e Representações Ltda.

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