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“A época que veio a tona o escândalo da grampolândia, havia um disque me disque sobre essa possível gravação sobre mim. Sempre fui muito cauteloso em não tomar nenhuma conclusão preciptada. Mas, ontem, foram comprovados os fatos narrados pelo Lesco, e se concretiza o sentimento ruim, de tristeza, em saber que tínhamos uma missão da fazer algo melhor pelo Estado, enquanto que o governador ficava bisbilhotando os outros”, desabafa Fávaro em entrevista ao .
Fávaro rompeu com o Pedro Taques em 2018, quando renunciou ao cargo de vice-governador. Antes disso, a relação com o governador já estava abalada e o tucano seguia uma trajetória de esvaziamento do arco de aliança política, após vir à tona o escândalo dos grampos ilegais em 2017.
“Essa atitude demonstra a personalidade insegura, a incompetência e a mediocridade do ex-governador”, critica Fávaro em relação a acusação de Taques e seu primo Paulo Taques serem os mandantes dos grampos.
O depoimento de Lesco aconteceu ontem na 11ª Vara Criminal Especializada na Justiça Militar. Ele e outros militares, como o ex-comandante-geral da PM Zaqueu Barbosa, são réus no caso que ficou conhecido como a Grampolândia Pantaneira. Zaqueu, inclusive, também foi ouvido ontem e alegou ter tratado dos grampos diretamente com Taques