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O juiz-membro do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Jackson Coutinho, negou o pedido de suspeição formulado pela defesa da senadora Selma Arruda (PSL) contra o desembargador Pedro Sakamoto para afastá-lo da relatoria da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) que pede a cassação do mandato de Selma sob acusação de abuso de poder econômico e caixa 2 nas eleições de 2018. Selma acusou o magistrado de "vazar" seu voto, que seria pela cassação do mandato de senadora.
A suspeição foi lida durante a sessão iniciada nesta terça-feira (9), ocasião em que o próprio Sakamoto rejeitou se declarar susupeito afirmando não ter nada a favor e nem contra Selma Arruda, que é juíza aposentada e hoje senadora por Mato Grosso. O Ministério Público Eleitoral (MPE) também emitiu parecer contrário. A sessão então foi suspensa e retomada nesta quarta-feira (10).
Relator da ação de suspeição, Jackson Coutinho afirmou que as reportagens anexadas por Selma no pedido não constam nenhuma afirmação de Sakamoto, nem trecho do relatório do voto dele. "Elas falam que ele deve votar pela cassação, num mero exercício de adivinhação", declarou.
Presidente da sessão em substituição a Márcia Vidal, a desembargadora Marilsen Andrade Addário afirmou não haver motivo para suspender o julgamento por causa da suspeição. "Podemos iniciar o julgamento na data de hoje', destacou a magistrada que foi convocada para presidir a sessão do julgamento porque o presidente da Corte Eleitoral, desembargador Márcio Vidal, se declarou suspeito por ter ligações com Selma Arruda.
A banca jurídica que representa Carlos Fávaro (PSD), candidato derrotado ao Senado, como parte interessada no processo, chegou a protocolar na tarde desta terça-feira um pedido ao relator a convocação de três juízes substitutos na categoria de desembargador para evitar novos adiamentos por falta de quórum. A defesa de Sebastião Carlos reiterou os pedidos. No entanto, Pedro Sakamoto indeferiu os pedidos. De todo modo, o julgamento foi iniciado nesta quarta-feira.