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Um dos motivos do descontentamento do PSD, que reivindica mais espaço no secretariado e interlocução política com o Governo do Estado, é a negativa do governador Pedro Taques (PSD) à indicação do administrador Andrigo Wiegert para presidência do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat). Como o preterido é filho do deputado estadual Pedro Satélite, a rejeição acabou gerando mal-estar entre o chefe do Executivo e os seis integrantes da bancada social-democrata na Assembleia.
Menos de 24 horas após rejeitar a indicação de Andrigo Wiegert, Taques confirmou a nomeação de Cândido Teles (DEM) para presidir o Intermat. Com isso, a bancada do PSD se sentiu desprestigiada e tratou de espalhar através da imprensa que estava disposta até mesmo a deixar a base governista.
A nomeação de Cândido Teles prestigiou o DEM do líder do Governo na Assembleia, Dilmar Dal Bosco ,e do ex-senador Jayme Campos, aliado de primeira hora de Taques. Além disso, serviu para contentar os democratas que reivindicavam espaço na administração estadual desde 2015.
Ainda filiado ao PSB, Candido Teles foi suplente de deputado estadual na legislatura anterior, assumindo vaga deixada com licenças da então deputada estadual Luciene Bezerra (PSB) e do deputado Zeca Viana (PDT). Depois, acabou migrando para o DEM e foi indicado pela sigla para presidir o Intermat.
Outro fator que gerou o descontentamento do PSD foi a entrevista do chefe da Casa Civil, Paulo Taques, à Rádio Capital FM no último dia 10. Ocorre que o secretário anunciou que o PSB seria contemplado com cinco cargos enquanto os social-democratas deveriam aguardar o avanço das conversações que ainda estava no inicio.
Apesar do veto a Andrigo Wiegert, o PSD não se deu por vencido. Os integrantes da sigla reivindicam a manutenção do vice-governador Fávaro na secretaria estadual de Meio Ambiente e querem indicar o ex-vereador por Cuiabá Domingos Sávio para substituir Luzia Trovo, na pasta de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secitec). O pacote ainda inclui o apoio de Taques à indicação do deputado estadual Zé Domingos Fraga ao Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Descontente com falta de espaço, PSD cogita romper com Taques e deixar base
Presidente estadual do PSD, Fávaro nega briga por cargos e que a sigla é fisiológica. "Não há e nunca houve briga por cargos entre governo e PSD, é bom que fique muito claro. O PSD quer respeito, reconhecimento e espaço para contribuir com o governo Pedro Taques, principalmente nesse momento de crise. Assim deve ser o relacionamento entre parceiros políticos e que ajudaram a eleger o governador”, disse Fávaro, após reunião de cinco horas entre a executiva estadual do partido e membros com mandato realizada nessa segunda (16).