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Dentre tantos nomes que estão sendo aventados para a disputa da vaga da senadora Selma Arruda (PSL), que não sairá do cargo tão cedo, por conta dos recursos que ainda moverá e a distância que isso tem de uma eventual eleição, chamou atenção o surgimento inesperado do já senador Wellington Fagundes (PR)
Na metade do mandato, que se encerra em 2022, Fagundes pode vir a ser candidato, e estender sua permanência no senado por mais 8 anos.
Nesse caso quem ficaria com sua atual vaga é o primeiro suplente, Jorge Yanai (MDB), político que contemplaria o Nortão do estado, já que faz parte do colégio eleitoral de Sinop.
A possibilidade está sendo estudada cuidadosamente pela equipe de Wellinton, que vê um bom recall na última eleição que disputou ao governo do estado, e fez uma campanha sem ataques a adversários.
A estratégia de se recandidatar no meio do mandato já foi utilizada no passado, com o hoje deputado Carlos Bezerra (MDB), quando era senador e resolveu sair candidato novamente. Isso foi em 1998, quando enfrentou adversários de peso, e acabou sendo derrotado por Antero de Barros (PSDB), que fez uma campanha justamente atacando o suplente de Bezerra, o desconhecido ex-prefeito de Alta Floresta, Elói Almeida.
No caso de recandidatura no meio do mandato, as regras continuam válidas. E os argumentos favorecem Wellington, à medida que o Norte do estado nunca teve um representante no senado, e esta seria uma chance oportuna. “Os governadores também são candidatos exercendo o mandato” argumenta uma fonte que relatou a possibilidade de Welington seguir adiante com essa ideia.
As articulações também não seriam empecilho, já que o senador tem a habilidade de fazer costuras políticas quase impossíveis, como foi em seu último pleito ao disputar o governo de MT no ano passado e conseguiu juntar direita e esquerda em seu palanque, tendo inclusive o maior número de partidos de todas as coligações, mesmo não sendo o favorito.
Embora trate-se ainda de especulação, todos os agrupamentos políticos do estado, sem exceção, estão fazendo esses exercícios de raciocínio para potencializarem-se na eleição suplementar de senado, que também será uma prévia da eleição vindouras, de 2020 e 2022.
Neste caso, Wellington pode fazer até uma costura recíproca com o próprio governador Mauro Mendes (DEM), no sentido de não disputar o governo na próxima eleição estadual, além de amarrar o apoio de diversos prefeitos do interior, com quem já possui fortes ligações.
A única dificuldade, no caso, seria demover os seus antigos companheiros de chapa, Adilton Sachetti (PRB) e Lúcia Cavalli Neder (PC do B), da disputa, e até encaixá-los em uma suplência, onde acabarão tendo a chance de assumir a titularidade.
P.S. O detalhe é que se o PR fechar questão no nome de Wellington, um eventual acordo com o governo Bolsonaro pode render 33 preciosos votos patra o governo na reforma da previdência.
P.S.²: No caso de haver um acordo entre Wellington e Mendes, a candidata do grupo oposicionista ao governo em 2022 deverá ser a deputada Janaina Riva (MDB).