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Wilson critica decisão judicial por manter condenação de R$ 6 milhões
Depurado afirma que não se arrepende do que fez
Publicado em: 25/04/2019 ás 14:16:00 Autor: Muvuca Popular Fonte: Muvuca Popular
Foto Por: Muvuca Popular

 

 

O deputado estadual Paulo Araújo (PP) cobrou planejamento e organização do governo do estado. No início desta semana (22), os mato-grossenses acabaram passando vergonha, pois o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, informou que não repassaria dinheiro para a Santa Casa, pois não foi apresentado um estudo sobre a situação do Hospital. 

 

“O ministro disse em sua fala que o planejamento regional precisa ser implantado em Mato Grosso. Ele demonstrou profundo conhecimento do sistema público de saúde. Porém, talvez a equipe técnica não tenha informado que o Estado tem planejamento regional. O Estado de Mato Grosso na década de 2000 se destacou como referência no planejamento regional, inclusive, com a premissa e o foco na interiorização do serviço”, informou. 

 

O discurso do deputado foi um desabado, diante da situação vexatória que os parlamentares acabaram passando na reunião com o ministro. Porém, o parlamentar afirmou que Mato Grosso é referência em gestão, e só faltou organização da administração estadual para apresentar os dados a Mandetta. 

 

“O nosso Estado é pioneiro em planejamento na área de saúde pública, e eu gostaria de fazer uma justa cobrança ao atual governador, Mauro Mendes (DEM) e ao secretário Gilberto Figueiredo, para que possam se organizar”, declarou. 

 

O ministro da Saúde se reuniu com os deputados das bancadas federal e estadual para discutir uma saída para a crise da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá. Entretanto, Mandetta se mostrou descontente e não gostou de ser cobrado para conseguir uma solução efetiva do Governo Federal para resolver o problema da folha salarial e para o custeio com a finalidade de normalizar os atendimentos do filantrópico, suspensos desde o dia 11 de março.   

 

Em março, fontes do Governo Federal declararam que o ministro estava disposto a destinar até R$ 50 milhões para pagar os salários dos funcionários, entre eles, médicos e enfermeiros da Santa Casa. 

 

Porém, Mandetta deixou claro que para repassar o valor seria necessária uma intervenção no hospital, ou seja, o ministro não acha correto entregar tanto dinheiro público para a atual administração da Santa Casa sem fiscalização rigorosa.

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