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“Tenho quase 40 anos de vida pública e é a primeira vez que me deparo com isso, eu votei na senadora eleita. Eu trabalhei por ela. Usei o nome dela em todos os meus materiais (de campanha) até a reta final. Foi uma surpresa essa posição dela. Ela deve estar usando essa argumentação na sua defesa, mas não vai encontrar guarida, porque não fui porta-voz do empresário Brasa. Eu não tenho nada a ver com isso”, declarou o deputado.
Por meio de assessoria, a senadora disse que Wilson teria procurado Kleber Lima, que foi marketeiro da campanha dela. “O Kleber me disse que foi procurado pelo Wilson Santos, dizendo que o Brasa me ajudaria na audiência se eu lhe desse R$ 600 mil. Se isso não é extorsão, sinto muito por ambos".
Ao final de janeiro, o Pleno do TRE reprovou, por unanimidade, as contas de campanha da senadora, baseado na interpretação de que os gastos feitos durante o período de pré-campanha não foram devidamente comprovados na prestação de contas.
Entre os gastos está o pagamento à agência de publicidade Genius, do empresário Júnior Brasa. A conclusão do TRE foi de que a empresa prestou serviços e recebeu pagamentos no período vedado pela legislação eleitoral, situação irregular que a defesa da senadora negou durante todo o processo.
Júnior Brasa alegou à Justiça Comum, em um processo de execução, que a senadora contratou a Genius pelo montante de R$ 1,8 milhões. O publicitário também alegou ter entregue banners, VTs, áudios, entre outros, que foram produzidos - e pagos parcialmente - no período de pré-campanha.